sábado, 18 de setembro de 2010

TEMPOS MODERNOS

Ferramentas da internet podem ser aliadas de professores e equipe diretiva.

Os educadores que me perdoem, mas adaptar-se é fundamental. Com a quantidade estrondosa de informação que circula hoje na internet, assim como o acesso cada vez maior da população ao universo virtual, fica quase impossível negar a tecnologia na sala de aula e manter-se fiel apenas ao quadro-negro e ao giz.
Uma ferramenta útil disponível gratuitamente na internet é o Blog, já velho conhecido de muitos internautas. Inicialmente utilizados como diários virtuais – embora bem menos discretos que os antigos cadernos fechados a setechaves – o Blog pode ser um espaço interessante de toca de informações, discussões e compartilhamento de ideias. E certamente essa ferramenta poe ser adaptada para a sala de aula, com a intenção de atrair a atenção do aluno através de um ambiente com o qual ele está bastante familiarizado.
Para Rossana Cardoso, assessora da área Tecnológica da Editora Positivo, ferramentas de comunicação como Blogs ou serviços de mensagens instantâneas (um dos mais conhecidos é o MSN, que permite a troca de mensagens em tempo real) podem ser utilizadas por qualquer professor e em diversos contextos escolares. “A função do Blog, em sua origem, é permitir a exposição rápida e fácil de ideias com a possibilidade de trocas com os leitores através de comentários ou compartilhando a edição dos artigos. Não é isso que o professor faz em sua sala de aula? A diferença é que no espaço virtual o tempo de resposta é menor e o aluno pode participar ativamente, o que se torna difícil em uma aula de 50 minutos”, diz. Já no MSN a questão do tempo é resolvida de forma diferente pois há a necessidade do acesso simultâneo de aluno e professor. “Mas pode ser utilizado para esclarecer dúvidas, passar instruções e também aproximar alunos e professores em um espaço de convívio informal”, explica Rossana. Assim, um aluno que não consegue participar ativamente da aula presencial pode contribuir com um comentário no Blog do professor a qualquer momento, desde que tenha acesso à internet.
Para quem tem receio de manipular uma ferramenta nova, pode ficar tranquilo. Basta ter boa vontade e dedicação. “Assim como a maioria dos profissionais, o professor encontra dificuldade em lidar com as mudanças rápidas e frequentes. A saída é a formação continuada, já que é necessário atualizar-se constantemente e com o apoio da escola”, opina Rossana. Para ela, o mais difícil é manter-se fiel aos objetivos, cuidando para não perder o foco do aprendizado. “As questões instrumentais pesam, mas é o menor dos problemas. O maior desafio é escolher a melhor opção para atingir os objetivos traçados e e desenvolver estratégias adequadas que conciliem as necessidades do aluno, do professor e dos sistemas educacionais às ferramentas disponíveis”.
E não é só o professor que pode se beneficiar com o uso dessas ferramentas. Quando se trata de tecnologia da informação e da comunicação, equipes diretivas também podem se servir delas. “Nem sempre é fácil reunir pais para apresentar as propostas da escola. Então porque não publicá-las em um Blog, possibilitando que todos fiquem a par dos assuntos importantes e opinem a respeito? Também é possível estabelecer horários para que sejam esclarecidas dúvidas dos pais pelo MSN, e professores podem participar de formações mediadas pela escola no espaço virtual”, sugere Rossana.
Por Fernanda Zattar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ELEIÇÃO PARA O GRÊMIO DO CEAG

Numa escola que tem como objetivo formar indivíduos participativos, críticos e criativos, a organização estudantil adquire importância fundamental , à medida que se constitui numa "instância onde se cultiva gradativamente o interesse do aluno, para além da sala de aula" (VEIGA, 1998,p.113)
Nesse sentido, a gestão do CEAG possibilita os estudantes aprenderem a se organizarem politicamente e lutar pelos seus direitos. Uma gestão democrática deve garantir a autonomia dos estudantes através da participação do grêmio estudantil nos processos decisórios que envolve o interesse de todos os segmentos da escola.
Nessa perspectiva, esperamos que a nova diretoria do GREAG venha participar de maneira efetiva das discussões do CEAG. 

GRÊMIO ESTUDANTIL GREAG ( Grêmio Estudantes do Antonio Geraldo
EDITAL Nº. 001/2010

            A Comissão Eleitoral representada pelo Colegiado Escolar do Colégio Estadual Antonio Geraldo, município de Barreiras (BA), no uso de suas atribuições, observando as disposições da Lei Federal nº. 7.398, de 04/11/1985 e o Estatuto desse órgão colegiado, estabelece as Normas para o processo de Eleição da Diretoria do grêmio estudantil, nos termos que se seguem:

  1. DO PROCESSO ELEITORAL

A eleição, objeto deste Edital, destina-se a Diretoria do grêmio estudantil do Colégio Estadual Antonio Geraldo através do voto direto e secreto de cada estudante, regularmente matriculado no Colégio, observando o seguinte:

        O Processo Eleitoral será coordenado pela Comissão Eleitoral, a qual caberá toda a divulgação, inscrição de chapas, organização da campanha eleitoral e apuração de votos;
        Os alunos interessados em participar da Diretoria do grêmio estudantil deverão compor uma chapa com todos os integrantes do item 2 e fazer seu registro junto à comissão eleitoral;
        Não poderão fazer parte da Chapa os alunos impedidos na forma do Estatuto e os componentes da Comissão Eleitoral;
        Será considerada vencedora a chapa que receber o maior número de votos válidos. Em caso de empate, haverá uma nova eleição no prazo de 10 (dez) dias úteis, concorrendo ao novo pleito as chapas empatadas;

  1. DOS CARGOS
1)     Presidente
2)    Vice- Presidente
3)    Secretária Geral
4)    1º Secretária:
5)    Tesoureiro Geral
6)    1º Tesoureiro
7)    Diretor Social
8)    Diretor de Imprensa
9)    Diretor de Esportes
10) Diretor de Cultura:
11) Diretor de Saúde e Meio Ambiente

  1. DA COMPETÊNCIA DOS CARGOS:
        COMPETE AO PRESIDENTE:
·         Representar o grêmio na escola e fora dela;
·         Convocar e presidir as reuniões e assembléias ordinárias e extraordinárias;
·         Assinar juntamente com o(s) tesoureiro(s), os documentos referentes ao movimento financeiro;
·         Assinar juntamente com o(s) secretário(s) a correspondência oficial do grêmio;
·         Representar o grêmio junto aos órgãos colegiados da escola;
·         Representar o grêmio junto às entidades representativas de outros setores da comunidade escolar;
·         Desempenhar as demais funções inerentes ao cargo.

        COMPETE Á AO SECRETÁRIO GERAL
·         Auxiliar o Presidente no exercício de suas funções;
·         Substituir o Presidente nos casos de ausência, impedimento ou vacância do cargo;
·         Desempenhar as demais funções inerentes ao cargo

COMPETE AO PRIMEIRO SECRETÁRIO:
  • Publicar os avisos e convocações de reuniões, divulgar editais e expedir convites;
  • Lavrar as atas das reuniões da diretoria e das Assembléias;
  • Redigir e assinar, juntamente com o Presidente, a correspondência oficial do grêmio;
  • Manter em dia os arquivos da entidade;
·         Auxiliar o Primeiro Secretário em suas tarefas;
·          Substituir o Primeiro Secretário em seus impedimentos eventuais e em caso de vacância do cargo.

        COMPETE AO TESOUREIRO GERAL:
  • Ter sobre seu controle direto todos os bens do grêmio;
  • Manter em dia toda a escrituração do movimento financeiro do grêmio;
  • Assinar juntamente com o Presidente, os documentos e balancetes, bem como os relativos à movimentação bancária.

        COMPETE AO PRIMEIRO TESOUREIRO
·         Auxiliar o Primeiro Tesoureiro em suas atribuições;
·         Assumir a tesouraria nos casos de impedimento do Primeiro Tesoureiro e nos casos de vacância do cargo.

        COMPETE AO DIRETOR SOCIAL:
  • Organizar festas promovidas pelo grêmio;
  • Zelar pelo bom relacionamento do grêmio com os estudantes, com a escola e com a comunidade;
  • Escolher os colaboradores de sua Diretoria.

        COMPETE AO DIRETOR DE IMPRENSA:
  • Responder pela comunicação do grêmio estudantil com os estudantes, direção escolar e comunidade;
  • Manter os membros do grêmio estudantil informados dos fatos de interesse da comunidade estudantil;
  • Editar o órgão oficial do grêmio estudantil.

        COMPETE AO DIRETOR  ESPORTES:
  • Coordenar e orientar as atividades esportivas dos estudantes;
  • Incentivar a prática dos esportes, organizando os campeonatos internos;
  • Escolher os colaboradores de sua Diretoria.

        COMPETE AO DIRETOR CULTURAL:
·         Promover a realização de shows, conferências, exposições, recitais, concursos, palestras e outras atividades de natureza cultural;
·         Manter relações com entidades culturais;
·         Escolher os colaboradores de sua Diretoria.

        COMPETE AO DIRETOR DE SAÚDE E MEIO AMBIENTE:
·         Promover a realização de palestras sobre as várias vertentes ambientais;
·         Manter relações com entidades ambientais;
·         Participar de reuniões do Conselho Municipal de Meio Ambiente.

        COMPETE AOS PRIMEIROS E SEGUNDO SUPLENTES:
Os cargos em vagância e na ordem em que ocorrer a vagância.

  • Presidente
  • Vice- Presidente
  • Secretária Geral
  • 1º Secretária:
  • Tesoureiro Geral
  • 1º Tesoureiro
  • Diretor Social
  • Diretor de Imprensa
  • Diretor de Esportes
  • Diretor de Cultura:
  • Diretor de Saúde e Meio Ambiente

  1. DA CAMPANHA ELEITORAL:

        Os candidatos apresentarão suas propostas através de debates, para a comunidade discente, por turno, em dia e horário fixado pela comissão eleitoral;
        As campanhas poderão acontecer nos momentos anteriores ao inicio das aulas, no recreio e nos momentos posteriores às aulas, de forma pacífica e respeitando às chapas adversárias;
        A comissão eleitoral indicará um espaço na escola para a colagem de propagandas e propostas de trabalhos das chapas concorrentes;
        Será cancelado o registro da chapa, cujos candidatos, em conjunto ou isoladamente, praticarem atos que atentem contra o Estatuto do Grêmio Estudantil,  às presentes normas deste edital, da Legislação do Grêmio ou que prejudique a campanha da chapa adversário, os trabalhos da escola e da Comissão eleitoral, ou ainda que pratique atos verbais ou físicos que atentem contra a honra de qualquer membro da chapa concorrente, durante o período de campanha ou após a apuração dos resultados pela Comissão eleitoral.
        A declaração de cancelamento da chapa será feita pela comissão eleitoral, de oficio, através de recursos de chapa adversária ou a pedido, após a apuração dos fatos.
        A chapa declarada cancelada, poderá entrar com recursos junto a Comissão Eleitoral.

  1. DA ELEIÇÃO E APURAÇÃO DOS VOTOS:

A eleição da Diretoria do grêmio estudantil, do Colégio Estadual Antonio Geraldo  acontecerá nos três turnos do dia 27 de setembro de 2010, no referido Colégio desde que observado o que segue abaixo:
5.1.Não serão aceitas propagandas nos espaços da votação.
5.2. Os alunos deverão assinar folha de freqüência no ato da votação.
5.3. O período da votação será no inicio das aulas do turno da manhã até o final das aulas do turno da noite, sem intervalo, salvo se for comprovada a votação da totalidade dos alunos cadastrados para a eleição.
5.4. A apuração se dará imediatamente após o termino da votação, pela comissão eleitoral, na presença do presidente de cada chapa concorrente e dos fiscais.
5.5.Cada chapa poderá indicar somente 1 (um) fiscal por seção eleitoral, devendo a mesma repassar o (s) do (s) mesmos para a comissão eleitoral, no prazo de 1 (um) dia antes da eleição.
5.6. A comissão eleitoral ficará responsável por lavrar a ata  com o resultado das eleições.

  1. DA POSSE

A nova diretoria do Grêmio Estudantil tomará posse logo após o resultado do pleito, na presença de toda a comunidade escolar, a qual firmará compromisso com os interesses de todos os alunos, bem como cumprimento ao Estatuto do Grêmio e da Lei do Grêmio Estudantil.


  1. CRONOGRAMA
  1. Divulgação do Edital: (5 dias úteis)
  2. Inscrição de chapas: (5 dias após à contar da divulgação do edital úteis).
  3. Campanha Eleitoral: (5 dias após à contar da data final para inscrição de chapas úteis)
  4. Eleição: (1 dia útil à contar após o período de campanha).
  5. Posse: (No mesmo dia, após a eleição)

CRONOGRAMA:

  1. Divulgação do Edital: (02 de setembro à 09 de setembro)
  2. Inscrição de chapas: (10 à 16 de setembro).
  3. Campanha Eleitoral: (17 à 23 de setembro)
  4. Eleição: (27 de setembro).
  5. Posse: Logo após a apuração

  1. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS:

7.1.A duração do mandato dos membros da diretoria do Grêmio Estudantil será de (duração do mandato conforme estatuto) 1 ano;
7.3.A inscrição do aluno para concorrer em qualquer chapa, importará no conhecimento e aceitação das condições descritas neste edital, tais como se acham estabelecidas;
7.4.O número da chapa será concedido pela ordem de inscrição;
7.5. Os casos omissos neste edital serão resolvidos exclusivamente pela Comissão Eleitoral;
Barreiras, 02 de setembro de 2010

Thiago Vieira Rocha
Ana Flora Ferreira da Silva
Leandro Varela Tavares
Vânia Regina S Oliveira Teles Luna
Maria Aparecida Cruz de Oliveira





PROINFANTIL

O CEAG é uma das AGF( Agências Formadoras) do PROINFANTIL.
A equipe conta com a coordenadora Silvana Costa de Andrade, e uma articuladora pedagógica Vânia Regina Souza Oliveira  Telles Luna e sete professores formadores : Alex Sandro de Castro Lopes, Audemara Rodrigues Vieira do Nascimento, Ana Maria Rêgo Menezes, Divina Maria Silva de Faria, Givaédina Moreira de Souza, Jamille Nancy de Assunpção Lemos e Maria Irene dos Anjos Souza da Silva que tem 20 horas disponível para atender o programa.
Atualmente, a AGF do CEAG atende cinco municípios que firmaram parceria com o MEC, visando implementar a formação dos seus professores e consequentimente melhorar a qualidade da educação nos seus municípios. 
Leia abaixo a proposta do PROINFANTIL. Divulgue o programa!   

PROINFANTIL
PROGRAMA DE FORMAÇÃO INICIAL PARA
PROFESSORES EM EXERCÍCIO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DIRETRIZES GERAIS
2005
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Diretora do Departamento de Políticas de Educação Infantil e do Ensino Fundamental


1. APRESENTAÇÃO

Um dos grandes desafios do Brasil nas últimas décadas tem sido melhorar a qualidade da Educação Infantil. Nesse contexto, cresce a importância da qualificação dos profissionais que atuam em creches e pré-escolas. Juntamente com a remuneração adequada e a melhoria das condições do trabalho docente, a formação de professores é vista como elemento-chave para a efetiva profissionalização do magistério e o estabelecimento de algumas das condições fundamentais para a promoção da qualidade nas instituições de educação infantil.
O Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil – PROINFANTIL – é um curso, em nível médio, na modalidade Normal, que proporcionará aos professores sem a habilitação mínima exigida pela legislação vigente e que atuam como docentes nas instituições de educação infantil, o domínio dos conteúdos do Ensino Médio e a formação pedagógica necessários para a melhoria da qualidade de sua prática profissional.

2. NATUREZA DO PROGRAMA

O PROINFANTIL é um curso a distância, de formação para o Magistério, em Nível Médio, na modalidade Normal, oferecido para professores em exercício nos sistemas municipais e estaduais de educação. O curso conferirá diploma para o exercício da docência na educação infantil.

3. POPULAÇÃO-ALVO

Professores em exercício na educação infantil, que atuam em creches e pré-escolas da rede pública e da rede privada sem fins lucrativos (filantrópicas, comunitárias ou confessionais, conveniadas ou não) e que não possuem a formação exigida pela legislação vigente.
Para ser matriculado no curso o professor deverá, ainda:
• Ter idade mínima de 18 anos completos até o final do módulo I do curso;
• Estar atuando há pelo menos seis meses como docente de Educação Infantil;
• Permanecer em exercício durante os 2 anos do curso, tendo vínculo estabelecido com a instituição de Educação Infantil.
Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil.

4. BASE LEGAL

Cabe ao Ministério da Educação um papel decisivo, explicitado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB (Lei n° 9.394/96), que atribui a cada Município e, supletivamente, ao Estado e à União, a incumbência de “realizar programas de formação para todos os professores em exercício, utilizando para isso também os recursos da educação a distância” (Art. 87, § 3º, inciso III). Embora determine que a formação desses docentes se dê em nível superior, no caso da educação infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental, a LDB admite como formação mínima para o magistério, a oferecida em nível médio, conforme o art. 62:
Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
Para esclarecer dúvidas a respeito da formação de professores, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação posicionou-se por meio do Parecer 03/2003 e da Resolução 01/2003, a favor dos direitos dos profissionais da educação com formação em nível médio, na modalidade Normal, que atuam na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O Parecer CNE/CEB 03/2003 esclarece que:
“A redação do artigo 62 da LDB é clara e não deixa margem para dúvida. Aqueles que freqüentam um curso Normal, de nível médio, praticam um contrato válido com a instituição que o ministra.
Atendidas as disposições legais pertinentes, a conclusão desse curso conduz a diploma que, por ser fruto de ato jurídico perfeito, gera direito. No caso, o direito gerado é a prerrogativa do exercício profissional, na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental.”
A Resolução CNE/CEB 01/2003 dispõe em seu artigo 1º que:
“Os sistemas de ensino, de acordo com o quadro legal de referência, devem respeitar em todos os atos praticados os direitos adquiridos e as prerrogativas profissionais conferidas por credenciais válidas para o magistério na educação infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, de acordo com o disposto no art. 62 da Lei 9394/96”.
Além disso, reforça em seu artigo 2º, que:
“Os sistemas de ensino envidarão esforços para realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício. § 1º. Aos docentes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental será oferecida formação em nível médio, na modalidade Normal até que todos os docentes do sistema possuam, no mínimo, essa credencial.”
Além da LDB, o PROINFANTIL fundamenta-se:
• na meta nº 5 do PNE, alíneas a e b, que determina a competência da União para o estabelecimento de um Programa de Formação de profissionais da Educação Infantil;
• na meta nº 6 do PNE, que estabelece critérios para a admissão de professores na Educação Infantil;
Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
• no Parecer CEB 15/98, da Câmara de Ensino Básico do Conselho Nacional de Educação, que define diretrizes curriculares para o Ensino Médio;
• no “Referencial para a Formação de Professores” proposto pela Secretaria de Ensino Fundamental do MEC (SEF/MEC) e aprovado pelo CNE (Resolução CNE/CEB nº 2/99);
• nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCN);
• nos documentos de orientação técnica do PROFORMAÇÃO.
A legitimidade dos diplomas será confirmada por meio de pareceres e/ou resoluções emitidas pelos Conselhos Estaduais de Educação das unidades federadas onde o PROINFANTIL será desenvolvido.

5. OBJETIVOS GERAIS

São objetivos gerais do PROINFANTIL:
1. habilitar para o magistério, em nível médio, os professores que exercem atividades docentes na educação infantil;
2. elevar o nível de conhecimento e aprimorar a prática pedagógica dos docentes em exercício;
3. valorizar o Magistério, oferecendo condições de crescimento profissional e pessoal ao professor;
4. contribuir para a qualidade social da educação das crianças de 0 a 6 anos, nas instituições de educação Infantil.

6. METODOLOGIA

O curso funciona na modalidade de ensino a distância, com atividades presenciais, utilizando materiais auto-instrucionais (impressos), atividades coletivas e individuais, e um serviço de apoio à aprendizagem realizado por meio de tutoria e de comunicação permanentes.
a) Materiais Auto-instrucionais:
• 34 Livros de estudo das áreas temáticas do Ensino Médio que contêm os textos para os estudos individuais;
• 32 Livros de estudo das áreas pedagógicas da Educação Infantil: fundamentos da educação e organização do trabalho pedagógico;
• 32 Cadernos de aprendizagem, contendo exercícios com base nos Livros de estudo.
Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
b) Atividades Coletivas Presenciais:
• Fase Presencial: 76 horas (10 dias) de atividades presenciais para o Professor Cursista, no início de cada Módulo, orientadas por professores das AGF;
• Encontro Quinzenal: 64 horas (8 encontros presenciais durante cada módulo) que congregam todos os professores cursistas de um mesmo Tutor e ocorrem aos sábados. As atividades são programadas em função de prover orientações, suporte à aprendizagem e acompanhamento do trabalho e do desempenho dos professores cursistas;
• Fase Presencial Intermediária: 20 horas de atividades presenciais realizadas durante cada módulo e coordenadas pelos professores formadores das Agências Formadoras. As 20 horas de cada módulo são distribuídas em dois encontros que antecedem as provas bimestrais.
c) Atividades Individuais:
• Estudo individual: efetuado pelo Professor Cursista com base nos Livros de estudo;
• Atividades de estudo: atividades sobre os conteúdos das áreas temáticas com base nos Livros de estudo a serem respondidos no Caderno de aprendizagem (CA);
• Registros Reflexivos: um dos instrumentos de auto-avaliação do Professor Cursista sobre o seu processo de construção de conhecimentos, devendo ser registrado no CA;
• Portfólio: instrumento voltado essencialmente para as disciplinas pedagógicas:
1. Planejamento Diário (planejamento do trabalho pedagógico observado pelo Tutor em sua visita mensal);
2. Memorial (escrita livre do Professor Cursista acerca de suas vivências ao longo do curso);
3. Registro de Atividades (reflexão sobre uma atividade interessante desenvolvida com as crianças que deve conter: planejamento, relato e avaliação de atividade);
• Prática pedagógica: atividade docente do Professor Cursista desenvolvida na IEI em que atua, incorporando orientações propostas nos Livros de estudo, com acompanhamento do Tutor;
• Projeto de estudo: atividade de pesquisa e/ou ação pedagógica a respeito de algum aspecto (social, histórico, cultural, ecológico, etc.) de sua realidade local;
• Provas bimestrais: prova individual, sem consulta, realizada duas vezes em cada Módulo;
• Atividades extras de estudo: atividades desenvolvidas pelo Professor Cursista e acompanhadas pelo Tutor com o objetivo de esclarecer dúvidas e contribuir para a recuperação dos professores cursistas que tenham aproveitamento insatisfatório em uma ou mais áreas temáticas.
d) Serviço de Apoio à Aprendizagem:
• Tutoria: acompanhamento pedagógico sistemático das atividades dos Professores Cursistas, desenvolvido pelo Tutor, e diretamente apoiado e acompanhado pelas AGF.
• Serviço de Comunicação: elo de comunicação, incluindo o agendamento de encontros para atendimento e as chamadas telefônicas ao Plantão Pedagógico entre o Professor Cursista, o Tutor, a AGF, a EEG e a CNP, permitindo o fluxo de informações e o esclarecimento de dúvidas.

7. DURAÇÃO E CARGA HORÁRIA

O curso será desenvolvido em dois anos, compreendendo quatro módulos semestrais e perfazendo um total de 3.392 horas. Cada módulo corresponde a 848 horas, envolvendo Fases Presenciais; Atividades Individuais; Encontros Quinzenais, aos sábados; Prática Pedagógica; Língua Estrangeira e Projeto de Estudo.

8. PROPOSTA PEDAGÓGICA E MATRIZ CURRICULAR

A Proposta Pedagógica do PROINFANTIL articula os conteúdos das diferentes áreas em torno das experiências dos Professores Cursistas, fornecendo os elementos teóricos para a organização da prática pedagógica. Essa articulação se dá por meio de vários processos, como a incorporação da experiência docente cotidiana dos Professores Cursistas como parte integrante do currículo, a prática supervisionada relacionada aos conteúdos estudados, a realização de registros pelos cursistas (evidenciando sua reflexão sobre a própria trajetória escolar) e sua prática pedagógica, associando-a às experiências vividas no PROINFANTIL.

A Proposta Pedagógica do PROINFANTIL visa:
• oferecer a formação em nível médio;
• contribuir para a formação e a construção da identidade profissional dos que atuam na educação e cuidado de crianças de 0 a 6 anos.
Dessa forma, o professor formado pelo PROINFANTIL deve:
• reconhecer-se como profissional da Educação;
• promover a educação para a cidadania, para a paz e a solidariedade humana;
• compreender a Instituição de Educação Infantil como espaço coletivo de educar e cuidar de crianças de 0 a 6 anos, em parceria com a família e a comunidade;
• promover ações que assegurem um ambiente saudável, higiênico e ecológico na Instituição de Educação Infantil;
• comprometer-se com o bem-estar e o desenvolvimento integral das crianças;
• dominar o instrumental necessário para o desempenho competente de suas funções de cuidar e educar as crianças;
• dominar estratégias de acesso, utilização e apropriação da produção cultural e científica do mundo contemporâneo.
O curso se propõe a contribuir para a formação de um professor capaz de continuar aprendendo e um cidadão responsável e participativo, integrado ao projeto da sociedade em que vive e, ao mesmo tempo, crítico e transformador.
Pr 15 ograma de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
A Matriz Curricular do Programa (ver Quadros 1 e 2) apresenta o Núcleo Comum Nacional, estruturado em seis áreas temáticas, que congregam:
a) a base nacional do Ensino Médio
• Linguagens e Códigos (Língua Portuguesa)
• Identidade, Sociedade e Cultura (Sociologia, Filosofia, Antropologia, História, Geografia)
• Matemática e Lógica (Matemática)
• Vida e Natureza (Biologia, Física e Química)
b) formação pedagógica
• Fundamentos da Educação
• Organização do Trabalho Pedagógico
O material foi elaborado a partir de eixos integradores - um espaço de interdisciplinaridade em que os conteúdos das disciplinas das diferentes áreas são articulados em torno das experiências dos Professores Cursistas. Esses eixos atendem às especificidades do trabalho docente em educação infantil.
Às áreas do Núcleo Comum Nacional, acrescenta-se a parte diversificada, contemplada, no currículo, pela Língua Estrangeira e pelo Projeto de Estudo.

Quadro 1. Matriz curricular - Base Nacional do Ensino Médio - VOLUME I
MÓDULOS
Áreas temáticas
Núcleo integrador
Linguagens e códigos
Identidade, sociedade e cultura
Matemática e lógica
Vida e natureza
Eixos integradores
Projetos de estudos
Sistemas simbólicos
Sociologia, Filosofia e Antropologia
Matemática I
Biologia, Física e Química I
Educação, sociedade e cidadania
Construção da identidade profissional
Integração escola–comunidade
Língua Portuguesa I
Língua Estrangeira I
História e Geografia I
Matemática II
A escola como instituição social
Língua Portuguesa II
Língua Estrangeira II
Matemática III
Biologia, Física e Química II
Organização do ensino e do trabalho escolar
Língua Portuguesa III
História e Geografia II
Biologia, Física e Química III
Teoria e prática educativa e especificidade do trabalho docente
Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
Quadro 2. Matriz curricular – Formação Pedagógica - VOLUME II
MÓDULOS
Áreas temáticas
Núcleo integrador
Identidade profissional
Fundamentos da Educação
Organização do trabalho Pedagógico
Eixos Temáticos Horizontais
Eixos Temáticos Verticais
I
História, Legislação e Política Educacional
Educação, Sociedade e Cidadania: Perspectivas históricas, sociológicas e políticas de EI
O desenvolvimento Infantil
Ciência e cultura no mundo contemporâneo
O professor: ser humano
e profissional
Ética
II
A criança e suas interações
Promovendo as interações e brincadeiras infantis
Infância e Cultura: Linguagem e desenvolvimento humano
III
Proposta Pedagógica: conceitos, elementos constitutivos e mediadores
Contexto de aprendizagem e desenvolvimento
Crianças, adultos e a gestão da educação infantil
IV
Pressupostos teórico-metodológicos do trabalho docente
O trabalho do professor: organização e gestão do cotidiano
Contextos de aprendizagem e trabalho docente

9. AVALIAÇÃO DO PROFESSOR CURSISTA

A avaliação no PROINFANTIL é vista como um processo contínuo e abrangente que considera o Professor Cursista em sua integralidade. É entendida como parte inerente do processo de ensino e aprendizagem. Os resultados da avaliação devem servir para orientação da aprendizagem, cumprindo uma função eminentemente educacional, rompendo-se com a falsa dicotomia entre ensino e avaliação, subsidiando professores e estudantes. A avaliação do PROINFANTIL baseia-se na concepção formativa para que, inclusive, tenha impacto sobre a avaliação que o Professor Cursista fará do processo de desenvolvimento e aprendizagem de suas crianças.
Os princípios norteadores dos processos de avaliação do PROINFANTIL são:
• o olhar observador
• o incentivo à escrita
• a formação do leitor
• a promoção dos professores cursistas e de suas aprendizagens
• o desenvolvimento da autonomia do Professor Cursista
• a auto-avaliação
• o compromisso social
• Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
A avaliação no PROINFANTIL estrutura-se em avaliação contínua e bimestral. A avaliação contínua se efetiva por meio dos seguintes instrumentos: Caderno de Aprendizagem, Projeto de Estudo e Portfólio que contém o Planejamento Diário, o Memorial e o Registro de Atividades. A avaliação bimestral é composta pela Prova Bimestral, pelas Atividades Extras de Estudo e pela Prova de Recuperação.

10. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DE IMPLEMENTAÇÃO

A implementação do PROINFANTIL é descentralizada, mediante parceria entre a União, os Estados e Municípios. A estrutura organizacional é composta, assim, por três níveis, correspondentes aos componentes nacional, estadual e municipal.
A parceria é formalizada por meio da assinatura de um Acordo de Participação, que rege as ações das diferentes esferas.
10.1. Componente Nacional
O componente nacional é responsável pela elaboração da proposta técnica, pedagógica e financeira; pela produção, impressão e distribuição de materiais; pela estratégia de implementação do Programa; pelo desenvolvimento e implantação do “Sistema de Informações do PROINFANTIL” – SIP;
formação das equipes envolvidas; pela articulação política e institucional e pelo acompanhamento, monitoramento e avaliação de todas as ações.
Fazem parte do componente nacional:
• Secretaria de Educação Básica - MEC
• Secretaria de Educação a Distância – MEC
• Coordenação Nacional do PROINFANTIL – grupo executivo que representa as duas secretarias em todas as ações e atividades de coordenação, execução, acompanhamento, monitoramento e avaliação do Programa. Integram essa coordenação os Assessores Técnicos do PROINFANTIL dos estados.
10.2. Componente Estadual
O componente estadual é responsável pela implementação, acompanhamento e monitoramento do Programa no âmbito do Estado.
Fazem parte do componente estadual do PROINFANTIL:
• Secretaria Estadual de Educação
• Equipe Estadual de Gerenciamento do PROINFANTIL (EEG)
• Agências Formadoras (AGF)
Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
A Secretaria Estadual de Educação deve constituir a Equipe Estadual de Gerenciamento, indicando pessoal técnico para gerenciar o Programa, respondendo, portanto, pela execução, acompanhamento e monitoramento das atividades do PROINFANTIL no Estado.
A Equipe Estadual de Gerenciamento submete o Projeto do Curso ao Conselho Estadual de Educação para a obtenção de autorização de funcionamento, seleciona as Agências Formadoras e provê condições de infra-estrutura e recursos humanos necessários ao seu bom funcionamento - incluindo a alocação de professores e a disponibilização de linha telefônica 0800 ou a cobrar, para possibilitar o esclarecimento de dúvidas dos Tutores e Professores Cursistas. Acompanha, também, o desenvolvimento do Programa em todos os municípios envolvidos no Estado.
As Agências Formadoras são instituições estaduais de Ensino Médio que oferecem a habilitação para o magistério, ou centros de formação de professores. As Agências Formadoras têm papel essencial no PROINFANTIL, visto que constituem os núcleos de apoio pedagógico disponibilizado para o Programa aos Tutores e Professores Cursistas. Em cada agência formadora há um coordenador, disponibilizado por 40 hs semanais para o Pragrama, uma equipe de Professores Formadores, disponibilizado 20 hs semanais para o Programa, um para cada área temática de curriculo e um articulador pedagógico de educação infantil, disponibilizado 40 hs semanais para o Programa. Essa equipe, em conjunto com a EEG e a CNP, é responsável pelo planejamento e execução da Fase Presencial, pelo acompanhamento e monitoramento sistemático do trabalho dos Tutores e do desempenho dos Professores Cursistas, e pelos Serviços de Apoio à Aprendizagem aos Professores Cursistas nos municípios situados em sua área de abrangência, incluindo um Plantão Pedagógico, que atende também por telefone.

10.3. Componente Municipal
O componente municipal é responsável pela implementação do PROINFANTIL no âmbito do Município.
Fazem parte do componente municipal do PROINFANTIL:
• Secretaria Municipal de Educação
• Órgão Municipal de Educação (OME)
• Corpo de Tutores (TR)
A Secretaria Municipal de Educação indica pessoal técnico para constituir o Órgão Municipal de Educação - OME, que é responsável pela coordenação e o monitoramento dos trabalhos que serão desenvolvidos pelo PROINFANTIL no âmbito municipal.
Cada Tutor orienta, no máximo, 10 Professores Cursistas que, reunidos em grupo de estudo, constituirão a célula básica do processo de formação. Ao Tutor cabe a orientação, o acompanhamento sistemático das atividades, e a avaliação dos Professores Cursistas, auxiliados sempre pelas AGF.
Cabe ainda ao Município realizar as inscrições dos Professores Cursistas do sistema de educação infantil, inclusive dos que atuam em instituições filantrópicas, comunitárias ou confessionais; providenciar local, com vídeo e TV, onde serão realizados os encontros quinzenais dos Tutores com os Professores Cursistas. O município também participa da seleção dos Tutores, processo coordenado pela AGF, e efetua o pagamento dos mesmos. O Tutor terá disponibilidades de 40 horas semanais para o Programa
Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil.

.11. SISTEMA DE MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

O Monitoramento e a Avaliação do Programa são realizados por meio da informatização das informações e dados que são colhidos no monitoramento e avaliação. Essa sistematização possibilita verificar indicadores de qualidade não só do processo de implementação do Programa, como também a adequação dos materiais construídos e os resultados do curso, possibilitando a análise de dados referentes ao desempenho e à freqüência dos Professores Cursistas, bem como dados relativos às AGF e aos processos envolvidos na implementação, visando o monitoramento e à avaliação contínuos do Programa. O sistema informatizado é denominado: Sistema de Informações do PROINFANTIL – SIP.

12. FINANCIAMENTO

O Governo Federal financia o material auto-instrucional, os vídeos, encontros de formação das equipes envolvidas, o processo de gerenciamento do Programa em nível nacional e o sistema de monitoramento e avaliação.
Os Estados participam com a provisão de infra-estrutura, linha telefônica com discagem a cobrar ou 0800; com disponibilidade de recursos humanos para a Equipe Estadual de Gerenciamento (Coordenador,
 técnicos administrativos e de informática) e para as Agências Formadoras – AGF (coordenadores, professores formadores, articulador pedagógico da educação infantil), bem como transporte para a Equipe Estadual de Gerenciamento e para o Assessor Técnico do PROINFANTIL.
Os Municípios responsabilizam-se pelo transporte, alimentação e hospedagem dos Tutores e Professores Cursistas de seu município nas fases presenciais do Programa, transporte e alimentação para o Tutor supervisionar a prática pedagógica nas instituições dos Cursistas e para participar de Jornada Mensal na AGF. Também são responsáveis pelo transporte, quando necessário, e pela alimentação dos Professores Cursistas, por ocasião dos encontros quinzenais, e por uma ajuda de custo para manutenção do PROINFANTIL nas AGF. O salário dos Tutores será pago pelos Municípios.
O compromisso financeiro entre as partes efetiva-se com a assinatura do Acordo de Participação, que deve prever as responsabilidades de cada instância.

13. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As diretrizes colocadas neste documento resultaram das discussões do grupo gestor do PROINFANTIL constituído por membros da SEB e SEED e têm a função de regulamentar a implementação do PROINFANTIL.
Pr 25 ograma de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
GLOSSÁRIO
• AGF - Agência Formadora – núcleo de apoio pedagógico e administrativo ao PROINFANTIL, composta por uma equipe de professores formadores, disponibilizados pela Secretaria Estadual de Educação, um para cada área temática do currículo (Linguagens e Códigos; Identidade, Sociedade e Cultura; Matemática e Lógica; Vida e Natureza; Fundamentos da Educação; Organização do Trabalho Pedagógico e Língua Estrangeira). Para as áreas de Fundamentos da Educação e Organização do Trabalho Pedagógico os professores devem ter experiência em educação infantil. Essa equipe é selecionada a partir de critérios técnicos, sendo responsável pelo planejamento e execução da Fase Presencial, pelo acompanhamento e monitoramento sistemático do trabalho dos tutores e do desempenho do Professor Cursista, e pelo Serviço de Apoio a Aprendizagem aos professores cursistas dos municípios definidos na sua área de abrangência. Além dos professores formadores, compõem a AGF um coordenador e um articulador pedagógico da educação infantil, que devem dedicar 40 horas semanais ao Programa.
• APEI - Articulador Pedagógico da Educação Infantil – professor, com experiência em formação de professores, com conhecimentos na educação de 0 a 6 anos, preferencialmente, com formação em nível superior, e experiência na área de educação infantil, disponibilizado pela Secretaria Estadual ou Municipal de Educação e com disponibilidade de 40 horas para atuar na AGF.
• ATP - Assessor Técnico do PROINFANTIL – técnico que representa a Coordenação Nacional do PROINFANTIL em cada estado, trabalha junto à EEG, acompanha e monitora o desenvolvimento das atividades nas AGF e nos municípios, bem como o processo de implementação do programa.
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• CNP - Coordenação Nacional do PROINFANTIL – grupo executivo que representa a SEED e a SEB em todas as atividades de implementação, coordenação, execução, acompanhamento e monitoramento das atividades do PROINFANTIL nos estados e municípios. Além de uma equipe central, integram essa coordenação, os Assessores Técnicos do PROINFANTIL (ATP) nos estados.
• EEG - Equipe Estadual de Gerenciamento – equipe técnica constituída e mantida pela Secretaria de Estado de Educação, sendo responsável pelo gerenciamento, execução, acompanhamento e monitoramento das atividades do PROINFANTIL no âmbito estadual.
• OME - Órgão Municipal de Educação – equipe técnica constituída e mantida pela Secretaria Municipal de Educação, responsável pelo gerenciamento, execução e acompanhamento dos trabalhos que serão desenvolvidos pelo PROINFANTIL no âmbito municipal.
• PC - Professor Cursista – Professor em exercício na Educação Infantil que não possui formação mínima exigida por lei para o exercício do magistério (nível médio, modalidade Normal) e que participa como aluno do PROINFANTIL.
• PF - Professor Formador – Profissional habilitado em curso compatível com a área temática pela qual será responsável, assim como por outras atividades desenvolvidas pela AGF, com disponibilidade mínima de 20 horas semanais para o Programa.
• TR - Tutor – profissional, preferencialmente de nível superior, com formação na área de educação, experiência em magistério e na Educação Infantil, responsável pelo acompanhamento pedagógico sistemático do Professor Cursista nas atividades auto-instrucionais, na sua prática pedagógica e demais atividades do curso, com disponibilidade de 40 horas semanais para o Programa.
• SEB - Secretaria de Educação Básica – Secretaria do Ministério da Educação responsável, juntamente com a SEED,
Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil
pela implementação do PROINFANTIL. Responsável, ainda, pela elaboração da proposta técnica, pedagógica e financeira do PROINFANTIL; pela produção, impressão, reprodução e distribuição dos materiais escritos, videográficos, e outros necessários à implementação e divulgação do Programa; equipamentos e contratação de pessoal técnico para o desenvolvimento e implantação do Sistema Informatizado do PROINFANTIL - SIP; pela articulação institucional e política junto aos estados e municípios e pela coordenação geral em conjunto com a SEED.
• SEED - Secretaria de Educação a Distância – Secretaria do Ministério da Educação responsável, juntamente com a SEB, pela implementação do PROINFANTIL, pela manutenção da Coordenação Nacional e pela articulação institucional e política junto aos estados e municípios.
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